Na primeira noite desse ano novo ano de 2016 não faria outra coisa a não ser procurar algo de bom a fazer. E uma das que mais me dá prazer é assistir a um bom filme..sou cinéfila! Tenho os canais de TV a cabo, Sky mas é no Netflix que encontrei, por enquanto, meu passatempo predileto, sem deixar de lado, uma boa leitura, é claro! Numa cidade pequena não há muito o que fazer, penso, também, que uma cidade grande acaba se tornando igualmente menor pelas suas igualáveis limitações. Todos nós postamos em nossas redes sociais, nesse fim de 2015, palavras de otimismo, amor, esperança, solidariedade, amor ao próximo. Sei que, por detrás de todo esse aparato, o que desejamos mais é nos relacionar bem com as pessoas, ter um contato mais de perto com elas, no entanto, por causa dessas mesmas redes sociais estamos nos distanciando cada vez mais. Eu, pessoalmente, preferia uma palavra oral ou um contato face a face a uma aproximação fugidia como é nos dias atuais sem convivência e afeto sem crédito de confiança. O computador, notes, celulares, tabletes invadiram nossa privacidade sem a menor cerimônia e acredito que, em um futuro não muito distante, talvez, percamos a capacidade de falar e ouvir. Essa deixamos de fazê-lo faz tempo! Não escutamos nosso próprio coração que clama por mais paz, silêncio, crença, desejos simples de um ser comum cuja vida é essencial, mas a busca é imprescindível para dar sentido à existência. Creio ser urgente uma mudança em hábitos arraigados como os de teclar e dar vazão a nossos sentimentos e falas e audições sem medo/receio de ser incomodativos e/ou inconvenientes. A propósito, o filme a que assisti foi *O corajoso coração de Irena Sandler*, ganhadora do prêmio Nobel em 2008, se não me engano. Salvou crianças do holocausto na época da guerra. E o que nós devemos fazer para salvar a nós mesmos dessa inércia em que nos propusemos ficar por uma bela acomodação? Essa é uma reflexão que faço sempre e estou me propondo a sair dela para tentar uma aventura mais digna de ser vivida!,
sexta-feira, 1 de janeiro de 2016
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
Ando pensando muito na máxima ame muito a si mesma, tentando me amar por simplesmente me amar. A conclusão parece óbvia...amar-me é cuidar de mim. Cuidar-me é ter amor, carinho, afeição, zelo por mim mesma. Até que ponto tenho feito isso durante minha vida? Até que ponto tenho sacrificado o amor por mim mesma em função de outras pessoas? Amar-se é acarinhar-se. É ter um sono tranquilo todas as noites, é tomar um saboroso café da manhã comendo o que me faz bem e o que gosto, cuidar do meu rosto ao usar um bom creme com uma boa massagem, é usar um bom hidratante no corpo ao sair do banho, é comer devagar saboreando os alimentos, é usufruir do *soninho da beleza* depois do almoço, é deixar-me amar pelas pessoas que verdadeiramente fazem parte de minha vida. É esvaziar minha mente e preocupar-me o menos possível, é exercer a paciência comigo mesma quando nem tudo sair da maneira que planejei e quis. É adentrar-se ao meu interior e sentir-me serena ao ver a beleza interna de meu corpo funcionando perfeitamente bem. É tomar uma água como se estivesse ingerindo o melhor suco do mundo, é achá-la a melhor bebida dentre todas. É sair pelas ruas olhando vitrines sem o desejo louco do consumo, conversar com quem encontro nessa turnê pelas ruas da cidade, sentir que posso sem a necessidade de *ter*. Tomar um cafezinho à tarde, assistir a um filme pelo qual esperava fazia tempo, ler um livro interessante e massagear meu ego ao ouvir elogios e os aceitar com encantamento. É manter minha mente com pensamentos positivos e deixar ir embora os que não me fazem bem. É experimentar a alegria de viver a vida com menos e sentir como resultado *SER* muito mais. Amar-se é viver com qualidade, amando a vida com todas as falcatruas que me apresenta. Amar-me é ter saúde do espírito e do corpo e ter o amor incondicional por estar com vida e na vida!
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
Que vou escrever aos meus amigos às vésperas deste Natal? Não é possível fugir do comum, ser original com as palavras é tentar dançar sem a música adequada e criar expectativas não faz mais meu gênero. Imaginar e criar uma vida bonita, sem conflitos, real e verdadeiramente harmoniosa é o que desejo que todos o façam não apenas agora mas em todos os dias de nossa existência. Dizem que nossos pensamentos são os que mais influenciam nosso comportamento, então, que pensemos em ser melhores e fazer com que o mundo seja melhor! Dizem que a vida é curta para ser pequena, então, que caminhemos a passos largos em direção a um terreno promissor que nos presenteie com uma boa terra, que suporte raízes de bons frutos. Futuro? Chegou! Neste Natal e em todos os outros sempre desejei felicidade, amor e paz..há mais o que desejar? Não sei..Cada um faça suas preces, agradeça e viva por inteiro, pelo menos tente! É o que nós temos agora! Sejamos breves nas angústias e imersos na esperança; sejamos firmes na fé e leves na consciência; sejamos profundos no amor e e superficiais nas preocupações na certeza de que quando a ideia cansa de procurar ela para. Sejamos fiéis a nós mesmos, nobres na arte de viver e vejamos o outro como ele é. Sejamos simplesmente contentes, ternos, amorosos, fraternos e amigos uns dos outros. De verdade! A felicidade vem como final de uma empreitada de luz! Feliz Natal!
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
A árvore da vida é imune aos próprios desafios que ela se nos apresenta. Seus galhos crescem e tentam alcançar o inatingível e, por vezes, conseguem-no...nada é impossível na natureza perfeita. As sementes frutificam, os frutos vêm no tempo certo, a colheita se dá na estação propícia e o homem cuida de fazer sua parte no banquete da vida. Nada se modifica, tudo está no seu lugar, apenas o homem inquieto diante de tantas certezas e cego aos sinais que Deus lhe envia a todo momento pelas mãos dessa natureza humana e divina a que estamos acostumados a ver, sentir e a não obedecer. Sempre há sinais de que tudo acontece no seu tempo certo e que nada acontece sem que tenha chegado a sua hora. Por que se inquietar? Às vezes, só é preciso ter fé!
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
Depois de um longo tempo afastada resolvi ativar meu blog. Talvez seja o momento pelo qual passo de uma crise existencial e queira, assim, desabafar para eu mesma num papel que se me aparece em branco e com espaço suficiente para dar vazão aos meus sentimentos que se tornam presos e demais agonizantes dentro de meu peito. É uma forma de tratar de mim mesma com a mesma intensidade com que os vivo. A natureza me deu de presente uma alta sensibilidade e é com ela que devo viver o resto de meus dias e por ela a escrita é necessária e proveitosa de descrição de uma alma dolorida. Não quero ser piedosa comigo mesma, quero afastar de mim todos os fantasmas que me rodeiam e me dificultam a vida por vezes tão dura e outras tantas vezes tão deliciosa. Não fujo de mim, fujo daquilo que me atrapalha..das angústias e sofrimentos em vão. A dádiva de viver não pode e não deve ser embaçada por negativismos baratos e que nos sugam as energias. O clareamento das percepções e sentidos da vida faz-se necessário em uma época em que as forças se esvaem. A mão de Deus é poderosa e nos impulsiona e levanta. É o que faço agora tentando me recompor e juntando todo o quebra-cabeça que se formou de um momento pra outro. É a vida me chamando a atenção, é a natureza me abrindo os olhos para um novo recomeço, é a claridade me iluminando os passos para um novo alvorecer. É a vida brotando de novo dentro de mim.
Resolvi que quero ser eu mesma,com todas as minhas qualidades e defeitos. Não que eu não o seja, mas quero ser inteira, sem cortes, sem despedaçar-me, destroçar-me. Com atitudes, gestos, ações que não magoem, mas que também não me impeçam de ser autêntica e verdadeira sempre. Cansei de fazer pelos outros o que nem sempre faço a mim mesma. Cansei de ser a ouvinte calada e não ter ouvidos que me ouçam. Cansei de matar um leão por dia, porque vou incomodar as pessoas se não o fizer, porque nem sempre estou bem e feliz. Cansei de parecer sem o ser. Cansei de muitas coisas, inclusive, de hipocrisia, falsos amigos, falsas considerações. Quero na minha vida quem me ama, apoia-me nos meus momentos ruins, nas minhas fraquezas, nos meus dissabores. Quero, também, quem se alegra comigo, com minhas vitórias e conquistas. Quero viver uma vida real , sem subterfúgios, chantagens, ilusões de que tudo vai maravilhosamente bem quando, na realidade, nem sempre é o que acontece. Cansei! A vida é minha, vou vivê-la da forma que eu me sinta feliz nela. Estou cansada de competições desnecessárias e falsos elogios. Quero a vida inteira e eu dentro dela buscando o que há de melhor em mim, para alcançar minha paz interior e realizar minha missão no mundo. Quero instantes felizes, mas verdadeiros e humanos.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Diversos
Sou muito intensa, por isso vivo
intensamente cada momento de minha vida, tanto a dor como a alegria.
Ouço as cigarras cantando. Será que
elas cantariam tanto se soubessem que indo fundo poderiam morrer? O fato é que
elas cantam até morrer mesmo. E esse mesmo canto anuncia calor demais. Uma boa
nova para a natureza à custa de tamanho sacrifício. Hoje estive lendo textos de
Adélia Prado. Como ela também mergulha fundo em suas reflexões! É brilhante em
tudo que escreve e é uma pessoa cuja simplicidade transborda e nos faz pensar
que é mesmo uma pessoa sábia, conhecedora de sentimentos. A cigarra e ela têm
algo em comum. A cigarra se sacrifica por inteiro e Adélia sangra para
descobrir e ficar livre de todo sofrimento interior. E escreve e se livra.
Porque escrever é uma catarse.
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